sexta-feira, 12 de março de 2010

Tomou o chá do Santo-daime, ficou doidão e matou o Glauco


Quando criança, eu, meu primo Edmilson e alguns amigos colecionávamos gibis. Os da Hanna-Barbera eram os meus favoritos, mas também pegávamos, entre tantos (Marvel, Calafrio, Mônica, Disney e afins), do Mad e do Geraldão. Fez parte de minha infância. Ainda tenho, em cima de meu guarda roupa, uma caixa cheia deles, todos empoeirados. Já pensei em joga-los fora, mas deu dó. Tenho vários gibis lá, mais velhos do que eu (nasci em 1972).

Pelo que eu entendi até agora, o Glauco e o filho Raoni foram assassinados por um velho conhecido da família que estava aparentemente drogado. Além de desenhista e jornalista, Glauco também era padrinho fundador de uma igreja espírita, que ficava no terreno de sua casa, em Osasco/SP, onde o assassino era freqüentador. Lamentável.

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2010/03/12/policia-identifica-jovem-que-matou-glauco-e-o-filho-rapaz-era-problematico-e-conhecido-da-familia-diz-delegado.jhtm

quarta-feira, 10 de março de 2010

Confiar em quem?

Hoje (10/3)é dia de churrasco, pra mim. Consegui receber um dinheiro de um cara famoso por não pagar ninguém. Fiz besteira em confiar nele, mas é que eu o conhecia há mais de 20 anos. Foi assim: em janeiro, comprei um mixer de um “amigo” das antigas que me garantiu que o aparelho estava funcionando. Dei o dinheiro na hora, já que jamais imaginaria que ele fosse agir de má fé comigo; e levei o equipamento para casa. Quando liguei o mixer, percebi que existia um vazamento dos bravos no crossfader e levei o aparelho de volta. O cara me enrolou mais de um mês. Disse que ia mandar consertar e fui paciente em esperar, para ver no que ia dar. Não consertou nada. Se eu não ligava pra ele, estava esperando até agora. Teve um dia que acabei perdendo as paciências e chegamos a discutir pelo telefone. Ele me disse, em tom de ameaça, que não ia me pagar e que se eu fosse cobrar na porta da casa dele, ia me dar um tiro. Ele deve ter quase 2 metros de altura, mas não é 2. Na hora, peguei minha bicicleta e fui na casa dele pra ele me dizer isso pessoalmente. Aproveitei para falar pra ele me dar o tiro logo, se fosse homem, senão de medo eu também poderia atirar. Disse que se me mostrasse a arma e não me matasse, poderia se mudar para bem longe, senão eu iria atrás, onde ele estivesse. Ele gaguejou e disse que queria resolver tudo numa boa. Pedi uma data pra ele me pagar e toda vez que me enrolava, eu o esculachava; fazia-o passar vergonha de tanta merda que eu o falava. Foi assim no serviço e na porta da casa dele com os vizinhos, colegas de trabalho, mulher e filhos, só observando. Tiro que é bom, nada. Há um mês atrás ele garantiu que no dia 10 deste mês me pagava. Fui lá, na hora marcada, e recebi a grana. Não era muita coisa, mas é minha.

Se fez de otário. Tudo poderia ter sido resolvido numa boa, se ele não tivesse me ameaçado. Poderia ter sido poupado de ser tão humilhado como foi. Detesto patifaria. Foram mais de 20 anos de amizade resumidos em 200 reais, que pra mim não são nada. Não pelo dinheiro, mas pela besteira que ele fez de me ameaçar. Cobrei pra mostrar pra ele que não sou mais criança como eu era, quando nos conhecemos. Infelizmente a confiança ficou para segundo plano, mesmo. Não consigo confiar em mais ninguém; nem mesmo em minha própria sombra. Serviu de lição.